
O (quase) fim de minha vida...
Acordo e vejo que tudo esta diferente, sinto meu corpo mais leve, pela primeira vez em minha vida vejo que tudo esta bem... mas ao olhar em minha cama, onde acabei de levantar vejo um corpo la... deitado, como esperando para ser acordado... Fecho os meus olhos... pensei que na chegada desse momento eu me desesperaria, porem estou calmo. Como de costume me arrumo. Porem hoje ira ter uma ocasião especial, da qual preciso estar muito bem arrumado. Um compromisso que so teria hoje. Meu enterro. Coloco meu melhor terno, visto minha gravata predileta. Arrumo bem meu cabelo. Quero ver quem sao as pessoas que realmente gostam de mim! Chegando la, Vejo meus parente, amigos dos quais nao via fazia tempo.
Fiquei feliz em reve-los. Queria tanto que eles podessem me ver também! A cerimonia foi do jeito que eu mais queria... Sem muitas flores... Mas muito dark... véu preto... caixão preto... todos vestidos de preto... estava muito bom... Chega a hora da partida do meu corpo, todos chorando seguem caminho para o cemiterio... passamos por estatuas lindas, onde o tempo fez a beleza dela aumentar... com seus detalhes negros... nos da a ideia de que esta la, centenas de anos em uma agonia sem fim. Meu corpo chega em fim ao seu descanso. Um enorme mausoleu fara com q meo corpo se deteriore e volte a ser o que era. Pó. No momento em que desciam meo caixao, acabam o batendo na parede. O eco nao saia da minha cabeça... Quando abri os olhos percebi que estava em casa e ainda estava vivo...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
0O (quase) fim de minha vida...
Postado por Anjo Cadaver às 10:190
Na escuridão
Postado por Anjo Cadaver às 10:07
Era março, ainda chovia, estava sozinho, como sempre, senti o desejo de fumar algo em meio a tempestade, era noite e ainda não havia chegado meia-noite, tudo fica escuro, parecia ter sido o poder da minha mente, mas como nunca acreditei nisto...
Senti a presença de alguém, uma mulher, imaginei ser minha namorada, ela tem uma chave da minha casa, eu estava sentado na escada, admirando a chuva pelas janelas, senti frio, estava mesmo querendo possuir minha namorada naquele chão frio, então ela não aparece, acreditei que ela ia logo subir, então me encontrar.
Andei sozinho na escuridão à procura de algum vulto, vi passar no corredor rápido, e subir a escada após, subi. No meu quarto, ao entrar, vi, uma monstro que não lembro muito bem, parecia me esperar, voltei sem deixar ser percebido, peguei meu revólver, atirei sem hesitar, o cheiro de sangue inundava o quarto, ouvi então murmúrios, puxei ainda receoso o lençol, minha namorada, nua, agora morta, aquela pela branca suja de sangue, o cheiro do sangue, tudo não me deixava pensar, só conseguia ver aquilo, senti aquilo, aquela angústia que clamava pelo fim, dela e o meu.
Me deitei na cama, ela já havia morrido ou ficado inconsciente, a abracei, então ouvi sua voz novamente, não acreditei ela estava viva, procurei pelo ferimento que havia visto, era próximo a clavícula, na esquerda, a pele estava integra, e ela viva, não aguentava pensar novamente, agora só queria sentir o meu amor nos meus braços, ela estava incrivelmente cheirosa, linda como sempre, transamos até exaustos dormimos, juntos como adoramos ficar.
Acordei tarde no outro dia, então decidi acorda-la com beijos, parecia ser tarde, e ela tinha que ir para a faculdade, quando a olhei vi uma mosca sobre sua pele, senti o seu gélido sangue em toda a cama, por todo o meu corpo, a puxei, vi os olhos dela, estava morta, já havia até esquecido os apuros que havia passado, agora lembrava, sim, havia a matado.
A empurrei da cama antes de levantar, ela não me atrai mais, pelo contrário, agora repudiava, aquele corpo sujo, de sangue e de esperma, olhei a minha arma, ainda no criado-mudo, na queria me matar, temia não ser verdade aquilo, não seria apenas uma ilusão ou um pesadelo? Fui ao chão, queria senti novamente a morte dela, a vi, a toquei e agora tinha certeza, não era um mero sonho, lembrava de tudo com detalhes, dos meus pensamentos aos grunhidos dela, penetrei ela ainda viva, agonizante, tive ódio de mim mesmo, eu a amava, nunca havia amado ninguém daquela forma, e agora o que tinha feito? Decidi resolver tudo, coloquei o revólver na boca, atirei.
Então após alguns sonhos estranhos, vozes e a sensação de pessoas ao meu redor, abro os olhos, me vejo num leito, estava cheio de aparelhos, minha boca era um grande oco, e respirava por uma traqueostomia, não acreditava, estava vivo. Um enfermeiro entra, finjo estar dormindo, ele mexe nos tubos, e sai logo, sem ter percebido nada.
Então abro os olhos, tento me mover, não consigo, então descobri, estava tretaplégico, não queria viver, estava preso a tubos, queria tira-los e pular daquele quarto, então entra minha mãe, e chora, tento falar, não consigo, não aguento, e lágrimas molham meu rosto, depois de um tempo ela diz que havia pensado desligar os aparelhos, acreditam que eu não voltaria, mas ela decidiu esperar, que tinha certeza que Deus ia fazer o filho dela acordar, e depois de nove meses dormindo naquele hospital o filho dela estava finalmente de volta. Ela me diz depois que nunca iria andar de novo, falar, comer normalmente e respirar pelo nariz, resíduos da bala deixados negligentemente pelos médicos durante uma cirurgia fizeram ser necessária a retirada da minha laringe, completamente.
Chorei mais, ela ainda me mostra o cartão entregue no enterro, agora não falando mais, como por não receber respostas, chorava e mostrava o que havia guardado para quando eu acordasse, na foto eu estava com ela, minha foto favorita, dela também, e no epitáfio, dizia: "viveu feliz, como uma criança que sempre foi", no cartão estava a cor favorita dela, fechei os olhos, então escutei minha mãe dizer: Sabia que a droga ia acabar com você, mas agora você será o meu bebezinho, irei leva-lo para casa, contratar uma enfermeira bonita para cuidar do meu menino.
Fechei os olhos, imaginei estar no inferno, e que deveria sofrer, não sabia mais o que odiar, não tinha controle de nada, era agora como um móvel velho e inútil na sala da minha mãe, ela dizia a todos: Deus trouxe meu filhinho de volta, sabia que um dia ele ia me dar este presente.
0
Distância
Postado por Anjo Cadaver às 07:00
Estamos distantes,eu sei.Tentei ignorar isso...mas é real.Sei que você também se sente distante.Eu quero estar do seu lado não importa o que aconteça.Eu te amo.Eu deveria lutar pela sua confiança e pela sua amizade,mas eu tenho medo.Medo de contar o que eu penso,tudo o que sinto,talvez eu te assuste,talvez eu faça você se sentir pior,não me perdoaria se fizesse isso.Não é falta de confiança,eu só não consigo falar,explicar como me sinto,você já tem tantas razões para chorar,não quero ser mais uma.Você ainda me amaria se soubesse quem realmente sou??Tão cheio de erros e culpa,tão fraco,tão sem vida.Eu deveria tentar mudar,eu quero me aproximar,mas sinto que não tenho nada de bom para te oferecer,nada além de sombras e morte,pois vivo em uma nuvem negra,gosto dela,é o meu lar,me sinto morto por dentro e não tenho mais forças para lutar contra a morte,não sei se quero.Você parece tão cheio de vida,sempre sorrindo,até quando está triste,parece ter,apesar de tudo esperança,tem fé que as coisas vão melhorar,gosta de viver,tão cheia de sonhos,tão determinado a realizá-los.Eu não posso te contaminar com a minha vontade de morrer,eu não posso te fazer deixar de acreditar,pois vejo que isso te faz viver,a certeza de que tudo dará certo e tudo ficará bem,a certeza de que um dia,que está próximo,a felicidade deixará de ser um sonho.Eu já fui assim...a vida mudou e eu mudei também me tornei vazio e sem esperança,como ela me faz falta[ a esperança],pois eu a usava para seguir em frente.A vida perdeu o sentido.Vivo por viver enquanto não tenho coragem de morrer.Não quero que você seja como eu,por isso talvez seja melhor manter certa distancia.É para o se próprio bem.Saiba que eu me importo e que sempre estarei aqui,confie em mim,me deixe tentar te ajudar,te abraçarei sempre que se sentir sozinho,nunca te deixarei sozinha,eu te amo,farei de tudo para te proteger da dor,farei de tudo para que você se sinta melhor,farei qualquer coisa para te ver feliz.Só queria ser capaz de te dizer isso.Espero que você consiga sentir o que não consigo dizer.
0
SONHO, QUE SEJA ETERNO !!!
Postado por Anjo Cadaver às 06:51
É horrível saber que aquele momento da minha vida
É o melhor de todos...
E numa hora acordar e saber que era tudo um sonho
Mais eu tinha certeza que naquele momento, eu poderia pensar que aquilo seria inesquecível para mim
Que eu soubesse o que dizer quando me perguntassem qual seria o momento mais feliz da minha vida
E acordo vêjo que era só um sonho, nada aconteceu como sempre!
Só espero pelo menos poder sonhar de novo e de novo...
Poder sempre contar com a felicidade falsa, e que demore a acordar, demorando a acabar...
0
MINHA PRINCESA DAS TREVAS
Postado por Anjo Cadaver às 06:27
Contemplo sua beleza angelical
Nossas mãos se unem
Caminhando juntos na escuridão lunar
Seus abraços abraçam minha alma com calor consolador
Seus lábios são delírios de sonhos lindos e distantes
A colisão de nossas almas
O eclipse de nossos corações
Despertam um romance triunfal
Que significa nada mais que ilusão
Vejo tua face se escurecer na tentação
Caindo no medo e na confusão
Pegue minha mão e saia desse abismo de dúvidas
Levarei-te para meu castelo de delícias
E provarás de meus doces amores
Minha mão é golpeada, desprezada
Então ela se levanta em minha direção
Um último beijo, um golpe fatal
Lábios venenosos transbordam malícia
Língua cortante como espada
O veneno percorre minhas veias
Sucumbindo perante tamanha traição
Minha alma se desfalece
Meu corpo vira cinzas, pó
Cadavérico e doente
Eu caio de joelhos de frente dela
Sangrando, chorando, vomitando
Ela pega minha mão
Olha nos meus olhos
Olhares que penetram o fundo da alma
E me abraça, um último abraço
Não me abandones
Sinto teu calor intenso como fogo
Tocar meu corpo com brutal suavidade
Então ela saca uma adaga de sua bela saia, sua bela cintura
E perfura meu corpo, rasga meu coração, abre minhas costas
Ela se afasta lentamente
Com meu sangue sujando suas mãos de donzela
Com minha alma partida em fragmentos pequenos
E meu coração rasgado e dilacerado
Sangrando até a morte
Eu caio lentamente, agonizando
Relembrando as lembranças de uma breve fantasia romântica
Agonizando, as últimas dores, os últimos suspiros
E com um sorriso frio ela se afasta, de costas
Caído e sangrando eu me arrasto no chão
Tentando agarrar seu calcanhar
Mas ela pisa em minha mão
Num último ato de desprezo e brutalidade
Vejo ela caminhando direto para o abismo
Eu vi sua face que antes era tão bela
Se sujar na lama dos vícios insanos
O que era tão belo se perdeu
Ventos sopram apenas angústia
Vejo ela se afastar para o abismo da perdição
Meus olhos se enfraquecem, se escurecendo
A morte caminha em minha direção
Se aproximando lentamente para roubar meu espírito
E leva-lo de volta ao lugar onde eu nunca deveria ter saído
A morte despejará minha alma longe do desespero
Mas antes eu olho os céus pela última vez
Com o desejo de contemplar a beleza noturna
Vejo as nuvens encobrindo a lua tão bela
Me arrasto no chão, sangrando e agonizando
Minha amada à beira do abismo flamejante
A se jogar para sempre na escuridão de fogo
Eu levanto minha mão em um ato nobre de desespero
Minhas palavras soam agonizantes em um último sacrifício
Meus gemidos, minha agonização, meu desespero, morrendo
Minha princesa de beleza angelical
Não manches tua linda face com a feiúra do pecado
Eu morrerei te perdoando
Tua face é bela, teu corpo é encantador
Mas belo e encantador é ainda mais teu coração
Mas no momento essa beleza está sendo ocultada
Olhe aos céus e veja a lua tão linda
Sendo ocultada por nuvens tão intensas
Da mesma forma teu coração tão maravilhoso
É ocultado por atitudes tão degradantes
Adeus, minha amada
Uma lágrima solitária parece cair de seu rosto
Quando a morte me toca e eu dou meu último suspiro
Não sei se ela vai para Hades ou Elísios
Não posso ver o final
O meu final foi drágico, isso eu vi
Mas a última coisa que vi em vida
Não foi a face dela soltanto uma tímida lágrima
Foram as nuvens se afastando
E mostrando toda a beleza do luar
Traído, assassinado
Salve-se, minha amada, minha traidora
Minha princesa das trevas, minha princesa das trevas
Fiques longe do abismo e dá-me um digno funeral
Eu não sofro apenas por te perder,
Mas sofro também por ver você se perder
