sábado, 6 de novembro de 2010

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Quando era pequenininha raspava primeiro a borda do chocolate para acabar por último kkk ?

Quando era pequenininha raspava primeiro a borda do chocolate para acabar por último kkk ?

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

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A lenda do Unico ( Lukian The One )

Conta-se que no inicio das primeiras coroas de ouro as forças místicas não tinham ainda abandonado completamente a terra e criaturas nefastas vagavam por ela, em busca de realizar os sonhos e ambições de seus Senhores Malditos, banidos pelos deuses e confinados a eterna escuridão de seus próprios pensamentos, o Mal (como assim era chamado) tinha tão imenso poder, que mesmo após ser derrotado, continuou vivendo em forma de medo em todos os de frágil coração, corrompendo e fazendo imergir das cinzas seus desejos malignos que eram sempre em forma de desespero e ódio, loucura e horror...

Em virtude dessas infâmias surgiram as guerras, que varriam o mundo deixando uma trilha de sangue e destruição por onde quer que passassem, cidades inteiras caíram e muitas vidas foram jogadas ao nada.

Em uma dessas cidades existia um jovem de aspecto peculiar, seu nome era Luke, tamanha era a luz de felicidade e esperança que brilhavam de seus olhos, que por onde passasse fazia aqueles que o escutavam se sentirem bem consigo mesmos, mesmo as maiores dificuldades que estivessem enfrentando, eram transformadas em coisas banais... E foi assim que ele se apresentou aquele mundo doentio e bizarro, com coração simples e um inigualável espírito que clamava por mudanças.Nada podiam fazer para impedi-lo de subjugar as autoridades, pois era jovem demais para ser enforcado ou muito menos acorrentado.

.As estórias de suas peraltices percorriam a cidade em formas de canções e tinham sido poucos quando foi ameaçado de morte pelos de alto renome, e temendo o pior resolveu calar sua voz e repreender seus atos para que não pagasse com a própria vida ou pior as vidas de seus entes mais próximos, embora conhecido por muitos apenas poucas pessoas ficavam em sua mente e menos ainda em seu coração, Pois sabia ele que em outros tempos seu espírito incendiaria novamente contra aqueles que oprimiam seu povo.
O tempo passava e cada vez mais a sombra do mal avançava sem cessar, agora com 14 anos adorava tudo o que lhe rodeara seus amigos eram suas maiores companhias e a eles tudo confiava , eram seu degrau, sua escada, seu apoio e o significado pra tudo o que acreditava, seus sonhos ,sua vida , era doce estar ali , existir se tornava não algo inusitado e sim o melhor dos dons que os deuses aviam lhe dado.Corria livre e alegre pelas colinas, embalado pelo ritmo dos dias e ansioso pelo que ainda viria,um dia era melhor que o outro. Mal sabia o que o destino lhe reservara...

Era uma manhã fria, a nevoa densa e tênue do alvorecer ainda pairava firme nas ruas, as lamparinas estavam ainda acesas nas esquinas quando Luke despertou de seu sono, tremulo e ofegante procurava no teto do quarto algo que pudesse distrair sua mente, mas era em vão. Sua mente só via quadro a quadro cenas do horrível pesadelo que foi palco do seu sono esta noite. Uma batalha...

Cabeças inertes emergidas em poças de sangue, espadas brilhando, trajes de batalha agora sem seus donos. Gritos inocentes suplicando piedade, aquilo que não era visto em quem os atacavam. As muralhas da cidade estavam arruinadas e muitas casas ardiam em chamas, pessoas corriam para todas as direções em desespero e dor, tudo em vão, por mais que procurassem não iriam encontrar, a salvação estava longe naquele momento. Em meio ao caos caminhou calmamente entre aqueles corpos mutilados, todas aquelas pessoas que fizeram parte de sua vida durante tanto tempo agora estavam ali ...mortas ...mortas! Como podia ser, como!?
Nesta manhã, a mente daquele pobre menino não teve paz, fez o que podia para esquecer tudo aquilo mas por mais que tentasse era inútil, vagava pela cidade com um olhar vazio e distante observando cada casa e cada rosto daquelas pessoas como se fosse a ultima vez que iria velos, felizes e despreocupadas vivendo suas vidas. Nunca tivera um sonho tão real como aquele, sabia que significava algo, sabia que algo iria acontecer. Sentado numa elevada colina a leste da cidade observava com admiração toda sua extensão, suas graciosas torres, as fortes muralhas que a circundavam como um anel e o Castelo a morada do rei,lar de lordes e cavaleiros, por um instante imaginou se tudo aquilo que vira no sonho fosse verdade, chorava cada vez que via aquelas imagens horríveis tomando forma em sua mente...
Como todas as feridas pouco a pouco suas alucinações cessaram, tão repentinamente quanto o sonho que as trouxeram. Durante esses dias seu estranho comportamento os pais não notaram, cuidavam intensamente de seus afazeres sem tempo algum para assistir os acontecimentos de seu filho, sempre fora assim desde o inicio de sua vida. Lembrava deles de um modo vago e distante, uma pintura cinzenta e disforme. Esquecera há tempos o que significava o abraço sincero de um pai.
Mas para o reino aquele foi um bom ano, as colheitas prosperaram, muitas alianças foram feitas entre os lordes, o inverno fora ameno e passara com um sopro frio de um gigante, nas noites serenas muitos se reuniam e entoavam belas canções líricas, animando assim os corações mais glaciais, relembrando antigos feitos de heróis e donzelas, quase sempre com um final feliz e motivador. “Era assim que eu os via... imaginar suas historias, cantá-las para os mais novos, tentar passar para eles o futuro que sonhava para mim naquelas velhas lendas.”“Não hà mais beleza do que ver algo que construíste no passado cheio de dificuldades dando frutos tenros no futuro” em apenas um ano aquela pequena cidade de camponeses se tornara um imenso centro comercial, viajantes iam e vinham de todas as partes atrás de suas especiarias, procurando morada ou simplesmente uma cama quente e acolhedora para escapar do frio da noite. Um ano prospero, uma pequena graça antes do fim.

Naquele inverno a tempestade os atingiu, não se sabe quem, ou o que, mas como um raio os inimigos surgiram no horizonte, cobrindo a luz do sol poente com seus estandartes
negros e olhos vermelhos de maldade. Pareciam bestas, sedentas por sangue, tamanha era a violência e rapidez que avançavam através das muralhas, feitas para resistir, arruinadas, jogadas ao chão, uma ultima esperança transformada em cinzas...Ninguém teve tempo de fugir, muitos tentavam se esconder, as labaredas lançadas de suas catapultas faziam as ruas parecer lagos de chamas. A batida das laminas em sanguinolencia fazia qualquer valente guerreiro tremer, pois a maldade embora sutil as vezes pode destruir até mesmo a coragem quando temerosa.
Torres ruíram em piscar de olhos, enquanto as casas eram arrancadas do chão pelas maquinas de guerra. Era o pesadelo, mas dessa vez, não em sua mente, e sim bem diante dos seus olhos... Inconscientemente havia ido no começo da tarde para um pequeno riacho, que seguia através de um bosque antes de banhar a cidade com suas águas cristalinas. Estava inseguro , uma voz o incitava a persegui-la, parecia loucura, mas tinha curiosidade em saber o que era..., guiando-o entre as arvores clamando com o vento. Misteriosa e soturna. No trajeto curioso, Luke indagava:-Quem é que me chama? Você é uma fada que me encanta? Ou um fantasma a me assustar? Eu não tenho medo, Eu sou corajoso! E continuava seguindo a voz.
Ao chegar as margens do riacho, percebera finalmente que fora enganado: Não havia ninguém ali. Confuso, sentara aos pés de uma robusta arvore, refletindo e observando as nuvens naquele imenso céu azul.Um cavaleiro em um belo corcel... uma pomba a voar... um rosto disforme e misterioso...apenas o que sua imaginação queria ver...
A noite se aproximava, e já estava pensando em retornar quando aos primeiros passos mais uma vez aquela misteriosa doce voz clamara seu nome:
– Luke...para onde pensas que vai?
– Ora, é tarde... e não costumo ficar fora das muralhas a noite. Mas te segui até aqui, e estou disposto a te escutar, se tiveres algo a me dizer alem de seus sussurros ao vento...
–Não tenho muito a te dizer pequeno Luke, ainda... apenas aquilo para que fosse destinado. Tuas visões são teu destino... Não sois dono de tua vida... Ninguém é. Todos com suas ínfimas ações servem a um propósito maior... A fina linha entre o bem e o mal.O amor e o ódio podem escolher o caminho, dele temos conhecimento e o seu fim já sabemos. Piedoso tu és, sofrimento terás presente desde o berço... Preso por aqueles que o sentido consigo aguçar, deles tu não és o único, porem vi um manja negra que esta crescendo em teu destino e um dia único tu serás. Esse é o preço de enxergar a verdade: A cegueira total.
-Você quer dizer que não são apenas sonhos?... Isso tudo é mentira! Acontecem coisas estranhas no mundo de hoje, mas tudo o que você fala é absurdo demais!
Não acredito nas suas palavras. Você é uma bruxa que esta tentando me enfeitiçar! Dito isso correu o mais rápido que pode através das arvores. Estava um pouco assustado com tudo,e não olhou para traz em nenhum momento. Mas ainda escutou a estranha clamando no vento:

-Enquanto pensares assim... Ainda estarás a salvo.

Tudo parecia estranho e aquelas palavras não lhe saiam da mente. Corria a passos largos, mas o bosque escuro parecia leva-lo sempre ao mesmo corredor de arvores.”... Não sois dono de tua vida...” Quando finalmente atingiu uma certa distancia do riacho pode ainda temeroso, olhar para traz e se orientar do trajeto que estava seguindo. “... Tuas visões são teu destino...“ Viu o riacho ao longe onde misteriosamente uma luz cinzenta e opaca se formara a suas margens. Aguçou um pouco a vista e viu entre as arvores que a luz emanava de uma silhueta, pairando um pouco acima das águas. Ficou tão deslumbrado com tal visão que se esquecera de ver o caminho que seguia, e violentamente bateu num arvore que estava no caminho, caindo em seguida como uma pedra no chão inconciente. “O preço de enxergar a verdade: A cegueira TOTAL...”

Ao fim dessas confusas palavras nosso jovem caiu em um profundo sono e assim sumiu aquela voz misteriosa, Luke não sabia, mas as mãos da Deusa haviam tocado sua carne mortal, empurrado-o para um destino, o exílio e a solidão resultados do sentimento de tristeza pela fria batalha entre aqueles superiores a nos...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

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Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois


"Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato momento em que foi interrompido. Ter afinidade é muito raro. Mas, quando não existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir COM, não é sentir contra, nem para, nem por, nem pelo. Sentir com é não ter necessidade de explicaro que está sentindo. É OLHAR E PERCEBER. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. AFINIDADE É RETOMAR A RELAÇÃO NO PONTO EM QUEM PAROU SEM LAMENTAR O TEMPO DE SEPARAÇÃO. PORQUE TEMPO E SEPARAÇÃO NUNCA EXISTIRAM. FORAM APENAS OPORTUNIDADES DADAS (TIRADAS) PELA VIDA para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado".

A cada dia que passa, eu consigo entender que na nossa amizade EXISTE afinidade. Vocês sabem o quanto são é importantes pra mim, então...

Eu acho que eu não preciso falar mais nada, só que...

E todo dia quero (tentar) mostrar isso pra vocês. Obrigada por serem meu alicerce.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

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O (quase) fim de minha vida...


O (quase) fim de minha vida...
Acordo e vejo que tudo esta diferente, sinto meu corpo mais leve, pela primeira vez em minha vida vejo que tudo esta bem... mas ao olhar em minha cama, onde acabei de levantar vejo um corpo la... deitado, como esperando para ser acordado... Fecho os meus olhos... pensei que na chegada desse momento eu me desesperaria, porem estou calmo. Como de costume me arrumo. Porem hoje ira ter uma ocasião especial, da qual preciso estar muito bem arrumado. Um compromisso que so teria hoje. Meu enterro. Coloco meu melhor terno, visto minha gravata predileta. Arrumo bem meu cabelo. Quero ver quem sao as pessoas que realmente gostam de mim! Chegando la, Vejo meus parente, amigos dos quais nao via fazia tempo.
Fiquei feliz em reve-los. Queria tanto que eles podessem me ver também! A cerimonia foi do jeito que eu mais queria... Sem muitas flores... Mas muito dark... véu preto... caixão preto... todos vestidos de preto... estava muito bom... Chega a hora da partida do meu corpo, todos chorando seguem caminho para o cemiterio... passamos por estatuas lindas, onde o tempo fez a beleza dela aumentar... com seus detalhes negros... nos da a ideia de que esta la, centenas de anos em uma agonia sem fim. Meu corpo chega em fim ao seu descanso. Um enorme mausoleu fara com q meo corpo se deteriore e volte a ser o que era. Pó. No momento em que desciam meo caixao, acabam o batendo na parede. O eco nao saia da minha cabeça... Quando abri os olhos percebi que estava em casa e ainda estava vivo...

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Na escuridão


Era março, ainda chovia, estava sozinho, como sempre, senti o desejo de fumar algo em meio a tempestade, era noite e ainda não havia chegado meia-noite, tudo fica escuro, parecia ter sido o poder da minha mente, mas como nunca acreditei nisto...
Senti a presença de alguém, uma mulher, imaginei ser minha namorada, ela tem uma chave da minha casa, eu estava sentado na escada, admirando a chuva pelas janelas, senti frio, estava mesmo querendo possuir minha namorada naquele chão frio, então ela não aparece, acreditei que ela ia logo subir, então me encontrar.
Andei sozinho na escuridão à procura de algum vulto, vi passar no corredor rápido, e subir a escada após, subi. No meu quarto, ao entrar, vi, uma monstro que não lembro muito bem, parecia me esperar, voltei sem deixar ser percebido, peguei meu revólver, atirei sem hesitar, o cheiro de sangue inundava o quarto, ouvi então murmúrios, puxei ainda receoso o lençol, minha namorada, nua, agora morta, aquela pela branca suja de sangue, o cheiro do sangue, tudo não me deixava pensar, só conseguia ver aquilo, senti aquilo, aquela angústia que clamava pelo fim, dela e o meu.
Me deitei na cama, ela já havia morrido ou ficado inconsciente, a abracei, então ouvi sua voz novamente, não acreditei ela estava viva, procurei pelo ferimento que havia visto, era próximo a clavícula, na esquerda, a pele estava integra, e ela viva, não aguentava pensar novamente, agora só queria sentir o meu amor nos meus braços, ela estava incrivelmente cheirosa, linda como sempre, transamos até exaustos dormimos, juntos como adoramos ficar.
Acordei tarde no outro dia, então decidi acorda-la com beijos, parecia ser tarde, e ela tinha que ir para a faculdade, quando a olhei vi uma mosca sobre sua pele, senti o seu gélido sangue em toda a cama, por todo o meu corpo, a puxei, vi os olhos dela, estava morta, já havia até esquecido os apuros que havia passado, agora lembrava, sim, havia a matado.
A empurrei da cama antes de levantar, ela não me atrai mais, pelo contrário, agora repudiava, aquele corpo sujo, de sangue e de esperma, olhei a minha arma, ainda no criado-mudo, na queria me matar, temia não ser verdade aquilo, não seria apenas uma ilusão ou um pesadelo? Fui ao chão, queria senti novamente a morte dela, a vi, a toquei e agora tinha certeza, não era um mero sonho, lembrava de tudo com detalhes, dos meus pensamentos aos grunhidos dela, penetrei ela ainda viva, agonizante, tive ódio de mim mesmo, eu a amava, nunca havia amado ninguém daquela forma, e agora o que tinha feito? Decidi resolver tudo, coloquei o revólver na boca, atirei.
Então após alguns sonhos estranhos, vozes e a sensação de pessoas ao meu redor, abro os olhos, me vejo num leito, estava cheio de aparelhos, minha boca era um grande oco, e respirava por uma traqueostomia, não acreditava, estava vivo. Um enfermeiro entra, finjo estar dormindo, ele mexe nos tubos, e sai logo, sem ter percebido nada.
Então abro os olhos, tento me mover, não consigo, então descobri, estava tretaplégico, não queria viver, estava preso a tubos, queria tira-los e pular daquele quarto, então entra minha mãe, e chora, tento falar, não consigo, não aguento, e lágrimas molham meu rosto, depois de um tempo ela diz que havia pensado desligar os aparelhos, acreditam que eu não voltaria, mas ela decidiu esperar, que tinha certeza que Deus ia fazer o filho dela acordar, e depois de nove meses dormindo naquele hospital o filho dela estava finalmente de volta. Ela me diz depois que nunca iria andar de novo, falar, comer normalmente e respirar pelo nariz, resíduos da bala deixados negligentemente pelos médicos durante uma cirurgia fizeram ser necessária a retirada da minha laringe, completamente.
Chorei mais, ela ainda me mostra o cartão entregue no enterro, agora não falando mais, como por não receber respostas, chorava e mostrava o que havia guardado para quando eu acordasse, na foto eu estava com ela, minha foto favorita, dela também, e no epitáfio, dizia: "viveu feliz, como uma criança que sempre foi", no cartão estava a cor favorita dela, fechei os olhos, então escutei minha mãe dizer: Sabia que a droga ia acabar com você, mas agora você será o meu bebezinho, irei leva-lo para casa, contratar uma enfermeira bonita para cuidar do meu menino.
Fechei os olhos, imaginei estar no inferno, e que deveria sofrer, não sabia mais o que odiar, não tinha controle de nada, era agora como um móvel velho e inútil na sala da minha mãe, ela dizia a todos: Deus trouxe meu filhinho de volta, sabia que um dia ele ia me dar este presente.

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Distância



Estamos distantes,eu sei.Tentei ignorar isso...mas é real.Sei que você também se sente distante.Eu quero estar do seu lado não importa o que aconteça.Eu te amo.Eu deveria lutar pela sua confiança e pela sua amizade,mas eu tenho medo.Medo de contar o que eu penso,tudo o que sinto,talvez eu te assuste,talvez eu faça você se sentir pior,não me perdoaria se fizesse isso.Não é falta de confiança,eu só não consigo falar,explicar como me sinto,você já tem tantas razões para chorar,não quero ser mais uma.Você ainda me amaria se soubesse quem realmente sou??Tão cheio de erros e culpa,tão fraco,tão sem vida.Eu deveria tentar mudar,eu quero me aproximar,mas sinto que não tenho nada de bom para te oferecer,nada além de sombras e morte,pois vivo em uma nuvem negra,gosto dela,é o meu lar,me sinto morto por dentro e não tenho mais forças para lutar contra a morte,não sei se quero.Você parece tão cheio de vida,sempre sorrindo,até quando está triste,parece ter,apesar de tudo esperança,tem fé que as coisas vão melhorar,gosta de viver,tão cheia de sonhos,tão determinado a realizá-los.Eu não posso te contaminar com a minha vontade de morrer,eu não posso te fazer deixar de acreditar,pois vejo que isso te faz viver,a certeza de que tudo dará certo e tudo ficará bem,a certeza de que um dia,que está próximo,a felicidade deixará de ser um sonho.Eu já fui assim...a vida mudou e eu mudei também me tornei vazio e sem esperança,como ela me faz falta[ a esperança],pois eu a usava para seguir em frente.A vida perdeu o sentido.Vivo por viver enquanto não tenho coragem de morrer.Não quero que você seja como eu,por isso talvez seja melhor manter certa distancia.É para o se próprio bem.Saiba que eu me importo e que sempre estarei aqui,confie em mim,me deixe tentar te ajudar,te abraçarei sempre que se sentir sozinho,nunca te deixarei sozinha,eu te amo,farei de tudo para te proteger da dor,farei de tudo para que você se sinta melhor,farei qualquer coisa para te ver feliz.Só queria ser capaz de te dizer isso.Espero que você consiga sentir o que não consigo dizer.

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SONHO, QUE SEJA ETERNO !!!



É horrível saber que aquele momento da minha vida
É o melhor de todos...
E numa hora acordar e saber que era tudo um sonho
Mais eu tinha certeza que naquele momento, eu poderia pensar que aquilo seria inesquecível para mim
Que eu soubesse o que dizer quando me perguntassem qual seria o momento mais feliz da minha vida
E acordo vêjo que era só um sonho, nada aconteceu como sempre!
Só espero pelo menos poder sonhar de novo e de novo...
Poder sempre contar com a felicidade falsa, e que demore a acordar, demorando a acabar...

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MINHA PRINCESA DAS TREVAS



Contemplo sua beleza angelical
Nossas mãos se unem
Caminhando juntos na escuridão lunar
Seus abraços abraçam minha alma com calor consolador
Seus lábios são delírios de sonhos lindos e distantes
A colisão de nossas almas
O eclipse de nossos corações
Despertam um romance triunfal
Que significa nada mais que ilusão
Vejo tua face se escurecer na tentação
Caindo no medo e na confusão
Pegue minha mão e saia desse abismo de dúvidas
Levarei-te para meu castelo de delícias
E provarás de meus doces amores
Minha mão é golpeada, desprezada
Então ela se levanta em minha direção
Um último beijo, um golpe fatal
Lábios venenosos transbordam malícia
Língua cortante como espada
O veneno percorre minhas veias
Sucumbindo perante tamanha traição
Minha alma se desfalece
Meu corpo vira cinzas, pó
Cadavérico e doente
Eu caio de joelhos de frente dela
Sangrando, chorando, vomitando
Ela pega minha mão
Olha nos meus olhos
Olhares que penetram o fundo da alma
E me abraça, um último abraço
Não me abandones
Sinto teu calor intenso como fogo
Tocar meu corpo com brutal suavidade
Então ela saca uma adaga de sua bela saia, sua bela cintura
E perfura meu corpo, rasga meu coração, abre minhas costas
Ela se afasta lentamente
Com meu sangue sujando suas mãos de donzela
Com minha alma partida em fragmentos pequenos
E meu coração rasgado e dilacerado
Sangrando até a morte
Eu caio lentamente, agonizando
Relembrando as lembranças de uma breve fantasia romântica
Agonizando, as últimas dores, os últimos suspiros
E com um sorriso frio ela se afasta, de costas
Caído e sangrando eu me arrasto no chão
Tentando agarrar seu calcanhar
Mas ela pisa em minha mão
Num último ato de desprezo e brutalidade
Vejo ela caminhando direto para o abismo
Eu vi sua face que antes era tão bela
Se sujar na lama dos vícios insanos
O que era tão belo se perdeu
Ventos sopram apenas angústia
Vejo ela se afastar para o abismo da perdição
Meus olhos se enfraquecem, se escurecendo
A morte caminha em minha direção
Se aproximando lentamente para roubar meu espírito
E leva-lo de volta ao lugar onde eu nunca deveria ter saído
A morte despejará minha alma longe do desespero
Mas antes eu olho os céus pela última vez
Com o desejo de contemplar a beleza noturna
Vejo as nuvens encobrindo a lua tão bela
Me arrasto no chão, sangrando e agonizando
Minha amada à beira do abismo flamejante
A se jogar para sempre na escuridão de fogo
Eu levanto minha mão em um ato nobre de desespero
Minhas palavras soam agonizantes em um último sacrifício
Meus gemidos, minha agonização, meu desespero, morrendo
Minha princesa de beleza angelical
Não manches tua linda face com a feiúra do pecado
Eu morrerei te perdoando
Tua face é bela, teu corpo é encantador
Mas belo e encantador é ainda mais teu coração
Mas no momento essa beleza está sendo ocultada
Olhe aos céus e veja a lua tão linda
Sendo ocultada por nuvens tão intensas
Da mesma forma teu coração tão maravilhoso
É ocultado por atitudes tão degradantes
Adeus, minha amada
Uma lágrima solitária parece cair de seu rosto
Quando a morte me toca e eu dou meu último suspiro
Não sei se ela vai para Hades ou Elísios
Não posso ver o final
O meu final foi drágico, isso eu vi
Mas a última coisa que vi em vida
Não foi a face dela soltanto uma tímida lágrima
Foram as nuvens se afastando
E mostrando toda a beleza do luar
Traído, assassinado
Salve-se, minha amada, minha traidora
Minha princesa das trevas, minha princesa das trevas
Fiques longe do abismo e dá-me um digno funeral
Eu não sofro apenas por te perder,
Mas sofro também por ver você se perder

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

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I wannabe alone

I lock myself inside my room
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone
It's been disturbed by my thoughts
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone

Please don't think I'm crazy
I don't want you to understand
My mind is growing hazy
To hell with your helping hand
Why don't you just leave me alone
This conflict is my own
Keep your sources away from me
That's all

I lock myself inside my room
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone
It's been disturbed by my thoughts
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone

Please don't think I'm crazy
I don't want you to understand
My mind is growing hazy
To hell with your helping hand
Why don't you just leave me alone
This conflict is my own
Keep your sources away from me
That's all

I lock myself inside my room
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone
It's been disturbed by my thoughts
I wannabe alone
With you around, you'll only add on
I wannabe alone

Please don't think I'm crazy
I don't want you to understand
My mind is growing hazy
To hell with your helping hand
Why don't you just leave me alone
This conflict is my own
Keep your sources away from me
That's all

I wannabe alone!

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I'm Creep

When you were here before
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
So very special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here

I don't care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul
I want you to notice
When I'm not around
You're so very special
I wish I was special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

She's running out again
She's running out
She run, run, run, run
Run

Whatever makes you happy
Whatever you want
So very special
I wish I was special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
I don't belong me

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I alk Alone

Put all your angels on the edge
Keep all the roses, I'm not dead
I left a thorn under your bed
I'm never gone...
Go tell the world I'm still around
I didn't fly, I'm coming down
You are the wind, the only sound

Whisper to my heart
When hope is torn apart
And no one can save you

I walk alone
Every step I take
I walk alone
My winter storm
Holding me awake
It's never gone
When I walk alone

Go back to sleep forever more
Far from your fools and lock the door
They're all around and they'll make sure

You don't have to see
What I turned out to be
No one can help you

I walk alone
Every step I take
I walk alone
My winter storm
Holding me awake
It's never gone
When I walk alone

Waiting up in heaven
I was never far from you
Spinning down I felt your every move
I walk alone

I walk alone
Every step I take
I walk alone
My winter storm
Holding me awake
It's never gone
When I walk alone

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/Anjocadaver

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Pimentas do Reino


As Vezes eu paro e eu fico te olhando
Você me pergunta porque?
Tenho algo engasgado na minha garganta
Talvez seja cedo dizer,
Quanto tempo esperando, quanto tempo procurando,
Quanto tempo deu ate para desanimar
Mas se há tempo para todas as coisas já é tempo.

As vezes eu paro e fico me lembrando
De como isso começou
Daquele teu sonho da blusinha azul
E do dia em que você ligou.

Quanta novidade em ser amado de verdade,
Essa tua sinceridade
Ser aceito como eu sou
Mesmo sendo complicado eu quis ser teu namorado
Pois meu tempo já chegou.

Eu te amo e você é a primeira a ouvir
Eu te amo e só você me faz sentir,
Eu te amo, cabeça nas nuvens e os pés no chão
Eu te dei meu coração,
Eu te amo, é matéria prima para construir o sonho
De viver sinceramente
De viver intensamente esse nosso amor.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

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Seguir em frente


Se a tristeza bate à porta
e a Esperança reconforta,
toda dor é natimorta.
Se apegar ao passado
é como voar amarrado:
até um destino traçado
termina ficando de lado.

Em tempos idos pensar
e só de tristezas lembrar,
não é seguir, é parar:
é para trás caminhar.

Quando a Esperança se apresenta
e ao meu lado se assenta,
sinto que a Fé aumenta
e minha Vida movimenta.

Viver o hoje, o agora
e conhecer a vida afora.
Aprender, sem demora,
que o passado foi embora
pois já teve sua hora.

Leia mais: Seguir em frente http://mensagensepoemas.uol.com.br/pensamentos/tristeza/seguir-em-frente-2.html#ixzz0d3nDgZ4P
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domingo, 17 de janeiro de 2010

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Quando o ceu teria vindo ao chão


Meeus Dias eram todos iguais, não mais existia razao para que podesse continuar,
meus sentimentos estavam abatidos, dor decepções que foram marcada por meeu passado.
Noites após noite vaguei em busca de respostas, para tamanha aflição e decepção,
quando pensava ter a encontrado-a, novamente a historia voltava para o inicio.
Longas datas se passará, e meu Coração nao mais era acalentando, mas sim visitado, por sentimentos impuros, na decaida de um ato em um ardor que ninguem o merece.
busque em pessoas minha felicidade, nao a encontrei,
tornei-me escravo do cotidiano mundano, uma maquina programada para repetir as tarefas do dia-a-dia.
quando finalmente algo, ou algume mostrou-me o caminho para o qual devia seguir,
finalmente pensei ter encontrado a outra parte de minha pessoa nao qual eu a tinha esquecido...
no entardecer do dia 12/06/2008, momento no qual conheci meu futuro.
continuando no erro. nao busquei palavras para ostentar tamanha felicidade vinda momentaneamente, ela provou ser Digna de tamanho Amor, uma criatura capaz de me guiar, de me fortalecer, de me transformar, mais como todos os outros atos, outra decepcao aconteceu, nao mais quiz aceitar, mais era um erro.
tentando reatar tal fato de imperfeiçao, vaguei em busca de um amor
um amor diferente dos que ja tinha conhecido
foi entoa que ela a me encontrou,
palavras foram, palavras vieram,
sentimentos puros brotaram perante nossa fronte,
és tu quem vai me guiar.
es tu a pessoa que vai cuidar...
catalizando palavras para poder descrever tamanho medo, inseguranca
total perca de razão.
mais admitir que nao tinha mais para onde ir
ou o que buscar,
aceitei o futuro sim
junto com ela ( D.J )
respondendo as minha perguntas, curando as minhas magoas, sim é ela.
dias se passaram, e ela sempre ao meu lado
sabendo que nao era eu a sua parte,
mas ela nao se importava consigo mesma, so queria me completar.
de onde veem tamanho amor, compreencao, carinho, e coragem
para subir ao alto e gritar meu nome afirmando ser eu sua parte...


Mais uma vez estou eu com o Coração nas maos esperando que um dia alguem possa levalo consigo.
Tamanho medo tenho de perder essa jornada, tamanho medo tenho de desistir de caminhar,
voce esta sempre comigo me guiando, me transformando
tornando tudo aquilo que conheci em felicidades e realidades,
mais parte de mim nao esta com voce.
parte de mim esta oculta, ainda sentindo medo de se entregar
hoje temos 1 (um ano) e 5 (cinco meses) que estamos juntos
mas nao tou sendo capaz de te entregar parte que ainda coesiste em ter medo.
mesmo sabendo que em voce estará guardado e seguro.


Contos de Alguem que tem medo de amar
mesmo com o medo eu a amo
Gilliard Cammilo - amar é como o mundo, hoje agente cuida, amanha ele nos trai...

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A historia dos Anjos Caidos

O Inicio de Tudo



A concepção que se faz de Lúcifer, Satanás, Satã, etc., da forma como ele é conhecido no Ocidente, chegou até nós de tempos mais antigos da História, através das escrituras do povo judeu, cuja terminologia e imagens sofreram influências das civilizações mais antigas que os circundava.

Babilônios -
Uma das civilizações foi a dos babilônios – os mitos e simbolismos predominantes na Babilônia influenciaram bastante os textos do povo judeu, e palavras e imagens vinculados aos símbolos babilônios podem ser encontrados no Velho Testamento.

O que encontramos de mais óbvio neste sentido é a imagem de Leviatã , o Dragão ou o monstro:

" Naquele dia, punirá Yaveh (o Senhor), com sua espada dura, grande e forte, Leviatã , serpente veloz, e o dragão serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar " (Isaias 27,1)

Foi a partir de símbolos como este que nasceram as imagens formadas mais tarde ao redor do conceito de um "Ser Maligno", o provocador da desordem e do caos.

Persas -
Outra cultura religiosa dos tempos primitivos, que acabaria por exercer uma poderosa e duradoura influência sobre os autores judeus, foi a dos persas. Foi da Pérsia que surgiu uma teologia inteiramente baseada nas forças oponentes do bem e do mal.

O dualismo existente na religião persa, exerceu sobre os judeus uma influência que durou muitos séculos.

Zoroastro, ou Zaratustra , tornou-se conhecido na antigüidade como o fundador do sistema de magia, a religião dos magos, que depois acabou sendo aceita como a religião do povo persa-iraniano.

No sistema que ele desenvolveu, o princípio do mal era inteiramente separado do princípio divino. Afirmava-se então que tudo tinha uma causa, e, como o bem não podia causar o mal, deduzia-se que o mal tinha que ser um princípio separado.

O mundo natural teria surgido do Senhor da Sabedoria, Ahura-Mazdâ ou Ormazd, o Ser Espiritual primordial. Seu espírito orientador, vivia produzindo o bem de maneira constante, mas sofria restrições por parte de seu próprio irmão gêmeo, o espírito do mal, Arimã. A essência de Arimã era a falsidade, enquanto a de Ormazd era a verdade.

Foi esta concepção do conflito eterno, elemento que dava o significado central à própria religião, que teve efeito tão profundo sobre as doutrinas dos tempos posteriores.

E Arimã, o grande enganador, que foi expulso do "Paraíso" e lançado no "Inferno", tem um parentesco bastante claro com a concepção judaica do Inimigo (Satan), o arquienganador.

Egípcios -
Apesar de aparecer na mitologia de tantas das primitivas civilizações, o princípio sobre a existência de uma força do mal no Universo, a qual está sempre em luta contra o bem, os mais antigos textos religiosos conhecidos referentes a essas civilizações, em geral mostram uma concepção diferente do bem e do mal.

Segundo tais narrativas, tudo surge a partir das mãos do Senhor e Criador Supremo, e assim, tanto o que nós parece ser bom como aquilo que para nós tem a aparência de mau, seria mandado por Ele.

Os deuses do Egito antigo tinham esta mesma ambivalência. Todos comungavam da majestade de um Deus Supremo, que distribuía tanto o bem como o mal, sendo portanto o autor de todas as coisas.

Em sua mitologia primitiva, o deus Seth identificava-se com a destruição, com a morte do Sol, através do assassinato de Osíris. Mas ao mesmo tempo, era também venerado como um grande e poderoso deus criador.

Mas depois, nos mitos do Egito, em tempos posteriores, a história de Seth foi simplificada, de modo que ele se tornou apenas um ser cheio de maldade e hostil a todos os homens. Na verdade, ele acabou se transformando em uma personificação da maldade.

E esta concepção pode ter servido também como inspiração para idéias bíblicas posteriores a respeito do "Inimigo", por intermédio da influência do Egito sobre o povo judeu.

Hindus -
A ausência de um princípio do mal único é vista mais especialmente no hinduismo, que sempre foi e continua sendo uma religião bastante metafísica. Não devemos nos esquecer de que se trata de uma religião muito antiga, talvez a mais antiga de todas as religiões conhecidas.

Apesar de seu enorme panteão de deuses, o hinduismo interpreta suas divindades como manifestações de um Deus Único, atribuindo a elas poderes tanto de destruição como de criação, tanto de morte como de vida. A maior parte da mitologia hindu, como acontece em muitas outras mitologias, gira em torno de uma batalha cósmica, e de um combate espiritual entre luz e trevas.

Mas apesar disso, não existe a imagem de uma figura sobre a qual estaria o "ponto focal do mal".

Kali, a deusa da morte que tudo devora, representa o anverso da deusa mãe que alimenta todos os seres vivos. Mas na mitologia hindu, ela está bem longe do que poderíamos considerar como uma concepção do Diabo.

Não se manifesta ali qualquer tendência ao dualismo.

Budismo -
No Budismo que teve seu começo no sexto século A.C. , o Ser Maligno é mostrado antes de mais nada, como tentador.

Segundo alguns dos textos que narram episódios da vida de Buda, Mara o grande tentador, teria aparecido a ele no céu e tentado evitar que ele renunciasse à vida mundana e de se tornar um andarilho. As palavras de Mara não tiveram efeito algum, mas a história acrescenta que, do mesmo modo que uma sombra segue o corpo, ele também, a partir daquele dia, sempre seguiu o Abençoado, fazendo tudo que era possível para lançar obstáculos em seu caminho na busca da condição da perfeição.

Mara também é chamado de Varsavati, "aquele que satisfaz os desejos" . Porque o desejo ou a sede pelo prazer, pelo poder e até mesmo pela existência terrena, vincula os seres humanos à roda da vida que gira eternamente (princípio da reencarnação), impedindo a liberação do verdadeiro ser, ou Nirvana.

Hebreus -
A idéia de um Deus Único e Supremo também era o centro de toda fé judaica, e serviu inclusive para diferenciar a primitiva religião hebraica, das religiões de todos os povos vizinhos que contavam com inúmeros deuses tribais.

Nas mais antigas escrituras judaicas, Yaveh aparecia como o Senhor do Universo, e tudo o que acontecia, tanto de bom como de mau, era causado por Ele.

Em Isaias (45,7) escrito no sexto século A.C., Deus diz:

" Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem estar e crio a desgraça: sim eu Yaveh, faço tudo isto "

Mais tarde, começou a surgir o sentimento de que Deus, o autor de todo o bem, não deveria ser escrito como a causa do mal; era preciso encontrar uma causa separada.

A religião persa, com a qual os judeus entraram em contato durante o exílio na Babilônia, foi uma clara influência que se manifestou por trás deste tipo de pensamento.

O mal era visto cada vez mais como sendo causado por um inimigo que se opunha a Deus e ao homem - o adversário - que na verdade é o significado preciso da palavra hebraica Satan.

Nos livros apocalípticos dos séculos imediatamente precedentes à era cristã, os nomes dados ao "Inimigo" já começavam a ser combinados. Pela primeira vez na literatura, a serpente do Livro do Gênesis identificava-se com Satanás, O Diabo.

A própria palavra "Diabo" deriva do grego "diabolos", que significa "o acusador ou agressor"

Entre os anos 285 e 247 A.C., quando o Velho Testamento foi traduzido para a versão grega conhecida como "Os Setenta", "diabolos" foi a palavra usada para a tradução do vocábulo hebraico Satan.

No Livro de Jó, Satan aparece como acusador e tentador do homem, mas ainda é visto como um "súdito" do Soberano. Ele apresenta-se diante da corte celestial e age conforme as instruções do Senhor.

No Livro de Samuel, compilado no décimo século A.C. , está escrito que o Senhor tentou Samuel.

Mas no primeiro Livro de Crônicas (21,1), um texto bem posterior do Velho Testamento, é Satan quem tenta Davi para que desobedeça a Lei e seja alvo da ira de Deus.

Segundo esta interpretação, o perigo passava a vir por meio do Inimigo (Satan), e não mais através do próprio Deus.

Baal Zebub foi outro nome usado para a mesma figura de Satanás no período apocalíptico das escrituras hebraicas.

O nome Baal Zebub é mencionado apenas no Velho Testamento. Em 2Reis 1, o rei de Israel manda mensageiros para perguntar a Baal Zebub, o deus de Ecrom, se ele se recuperaria de sua enfermidade. O anjo do Senhor diz a Elias que vá ao encontro dos mensageiros do rei e lhes diga : "Porventura não há um Deus em Israel, para irdes consultar Ball Zebub, rei de Ecrom ? Por isso… com certeza morrereis ".

"Ball", isto é, "senhor", era o título dado a uma divindade local: "zebub" significa "moscas".
Portanto, Ball Zebub poderia representar o Ball para quem as moscas são sagradas - o Senhor das Moscas. Hoje se sabe que a divinização por intermédio das moscas era praticada na Babilônia.

Em algumas versões do Novo Testamento, é encontrado o nome "Bellzebu". A palavra "zebul" aparece no Livro dos Reis, significando altura: "belth-zebul" é a casa elevada, ou templo, de modo que Beelzebu poderia significar o "Senhor da Casa Elevada"

Em Mateus 10,25 lemos : " Se chamaram Beelzebu ao chefe da casa, quanto mais chamarão assim aos seus familiares".

Mas independente da grafia de "Ball Zebub" ou "Bellzebu", nada se sabe quanto a maneira ou ao momento preciso em que este deus pagão em particular, teria passado a ser visto como "o príncipe dos demônios" (Marcos 3,22), apesar de ser coisa comum para os judeus dos tempos do Velho Testamento encararem os deuses pagãos de seus vizinhos, como representação do Ser Maligno.

Apócrifos da Bíblia –
Pelo o que sabemos hoje, a história de como Satanás foi expulso do Paraíso, teria tido a sua origem nos livros judeus apócrifos. Tratam-se de textos que circulavam entre os judeus durante os séculos imediatamente anteriores e posteriores ao início da era cristã.

O mais importante de todos estes era o Livro de Enoch.

Na verdade o Livro de Enoch era uma coletânea de diversas obras literárias, que apareciam todas sob o nome de Enoch, mas que teriam sido escritas por diferentes autores. Tudo indica que o livro era bastante conhecido até o século VIII.

A história da queda dos anjos não é propriamente uma doutrina das escrituras, já que nunca fez parte do organismo ortodoxo dos textos do Velho Testamento.

No entanto, acabaria tornando-se a base principal dos ensinamentos posteriores sobre Satanás e sobre o seu lugar em nosso mundo.

Segundo o mito apócrifo, a história dos anjos teria sido revelada a Enoch. Em uma visão, ter-lhe-ia sido mostrado como um grupo de anjos, encorajados por seu líder, teria descido da corte celestial para a Terra. Em nosso mundo, eles teriam "desejado as filhas dos homens" e rejeitado o Paraíso, tornando-se, após sua queda, seres maus, os Anjos Sentinelas, que teriam produzido uma raça de gigantes em sua união com as "filhas dos homens". Esta parte da história tem bastante semelhança com o capítulo 6 do Livro do Gênesis.

Os Sentinelas teriam ensinado aos homens muitas artes e ciências, mas também o vício.

Seus descendentes "espalharam a iniquidade sobre a Terra" até o dia em que Deus teria decidido provocar o Dilúvio, como forma de punição contra os pecaminosos seres humanos, condenando os anjos a viver nos lugares mais escuros da Terra, até o dia do Juízo Final.

Mas os gigantes teriam produzido seus próprios descendentes, espíritos maus que teriam permanecido sobre a Terra, continuando a liderar os homens pêlos caminhos do mal.

O outro livro, que trata dos Segredos de Enoch e que foi provavelmente escrito no Egito no princípio da era cristã, fala da viagem de Enoch através das diferentes cortes do Paraíso. A ele são mostrados os Grigori na prisão. Estes eram anjos rebeldes que, juntamente com seu príncipe, chamado Satanael, tinham rejeitado o Senhor Deus.

No Livro dos Doze Patriarcas, um de outros livros apócrifos, o chefe dos anjos caídos tem o nome de Belial. Ele é o principal antagonista de Deus, e compete em busca da lealdade dos homens.

O livro apocalíptico dos Jubileus afirma que os Sentinelas vieram para Terra e depois pecaram, mas que seu príncipe , Samaael, teria tido a permissão de Yaveh para atormentar a humanidade.

Conclusão -
Ao poucos, os diversos nomes usados para descrever os líderes dos anjos rebeldes acabaram se combinando no nome de um único ser espiritual, que personificava a origem e a essência de todo o mal. Satan (Satã), o adversário, tornou-se o mais importante e o mais usado de todos os nomes dados a este Ser.

Para poder expressar as idéias a respeito dos acontecimentos cósmicos, numa escala gigantesca, sobre a qual é impossível se ter conhecimento direto, todas as grandes religiões, sem exceção nenhuma, têm recorrido a religião. Esta é a única maneira.

Assim, o fato de aparecerem em muitas religiões mitos semelhantes para descrever a guerra universal entre o bem e o mal, e a existência, nas escrituras hebraicas, de histórias especialmente montadas com a finalidade de dar uma explicação sobre o surgimento do mal, não significam que o próprio Diabo seria necessariamente o resultado da fantasia humana.

O fato de ter existido uma concepção Dele em todos os períodos da História e em inúmeros lugares, não prova nem desmente coisa alguma a respeito.

Não são apenas as pessoas simples que confundem o significado que um mito pretende transmitir, com os verdadeiros acontecimentos históricos. Até os maiores estudiosos demostram uma propensão no sentido de fazer isso.

Os debates e as discussões sobre o mal e o ponto focal do mal, que se têm verificado de maneira contínua na História, mostram a freqüência com que isso acontece.

Sempre se manifestou uma tendência no sentido de confundir a crença no princípio representado por um mito religioso com a crença nos acontecimentos reais que, segundo a narrativa, teriam tido lugar. Obviamente as duas não são a mesma coisa.

Esta confusão tem levado a muitos argumentos estéreis e a inúmeros ataques contra a crença religiosa de um modo geral, que acaba sendo equiparada à superstição.

O perigo dessa confusão aparece de modo constante nas questões que dizem respeito ao Diabo.

Tudo o que tem sido escrito a respeito dele nos sistemas religiosos e em incontáveis lendas e histórias torna muito difícil separar a metáfora daquilo que pretende ser a descrição dos fatos.

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O poder de um sorriso


Havia um pequeno menino que queria-se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto ele encheu sua mochila com pasteis e guaraná, e começou sua caminhada.

Quando ele andou umas 3 quadras, encontrou um velhinho sentando em um banco da praça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto dele , abriu sua mochila , e ia tomar um gole de guaraná, quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe um pastel.

O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava muito feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro.

Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.

Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face: -"O que você fez hoje que te deixou tão feliz? Ele respondeu: -"Passei a tarde com Deus" e acrescentou -"Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi".

Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante, e seu filho perguntou:

-"Por onde você esteve que te deixou tão feliz?"

Ele respondeu:

-"Comi pasteis e tomei guaraná no parque com Deus". Antes que seu filho pudesse dizer algo ele falou:

-"Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?"

Nunca subestime a força de um sorriso, o poder de uma palavra, de um ouvido para ouvir, um honesto elogio, ou até um ato de carinho. Tudo isso tem o potencial de fazer virar uma vida. Por medo de diminuir deixamos de crescer. Por medo de chorar deixamos de sorrir!!! Portanto Sorria !!!